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Título: O ALMOÇO DE DOMINGO
Autora: Corinne Hoex
Traduzido por Gabriela Porto Alegre

-- Prêmio Literário dos Amigos das Bibliotecas da Cidade de Bruxelas 2001.
- Prêmio Soroptimist para Romancistas Francófonos 2002.
- Finalista do Prêmio Francofonia dos Cinco Continentes 2001.
- Finalista do Prêmio Rossel 2001 e do Prêmio Rossel da Juventude 2001.

Formato: 14 x 21 cm.
Páginas: 92
Gênero: Romance belga
Publicação: Bestiário, 2026

ISBN 978-65-6056-210-3

Amei O almoço de domingo profundamente, mergulho irrespirável e fascinante no aprisionamento de uma infância.

Annie Ernaux


"Sai da minha frente! Que grude, essa criança! Parece uma super bonder!" No entanto, às vezes, a Mãe muda de ideia e quer que eu me aproxime: “Vem, vem aqui, minha pestinha!” Mas ela se protege. Estende as mãos, os dedos esticados, abertos e, na ponta das falanges, as pontiagudas unhas vermelhas. Unhas capazes de estripar a barriga de uma criança. Um só passo já bastaria. "Vem de uma vez! Vem! Vamos! Anda logo!"
O corpo é indefeso. Nem sempre consegue fechar-se em si mesmo.

O que acontece embaixo da mesa, sob as cobertas e por trás da porta de uma casa com um Pai severo, mas caloroso, uma Mãe com palavras distantes, mas mordazes e uma filhinha única isolada, mas vigiada a cada passo?

Sobre a autora:
Meus livros não explicam, eles sugerem, disse-me Corinne Hoex,na residência literária em que comecei a traduzir esta obra. Autora belga aclamada e já traduzida em seis línguas, Corinne escreve uma prosa e uma poesia desassossegantes — seja por seu teor denunciativo ou sua ambientação que confunde o corpo, o outro, os espaços, as faltas. Seu primeiro romance, "O almoço de domingo", obteve três prêmios literários. Antes de dedicar-se à sua obra, graduou-se em História da Arte e construiu uma carreira como professora, arquivista e pesquisadora no campo das Artes e das Tradições Populares. Hoje compõe a Academia real de língua e literatura francesas da Bélgica e segue escrevendo entre Bruxelas, sua cidade natal, e o sul da França, onde costuma passar os verões.