Clássico
de
Bernanrd
Malamud
ganha
nova
tradução
Vencedor
do
National
Book
Award
e do
Prêmio
Pulitzer,
O
faz-tudo
é a
obra-prima
do
autor
Em
O
FAZ-TUDO,
clássico
de
Bernard
Malamud
e
vencedor
do
Pulitzer
e do
National
Book
Award,
Iákov
Bok
ganha
a
vida
prestando
pequenos
serviços
nas
ruas
de
Kiev.
Em
1911,
a
cidade
russa
ainda
sente
os
efeitos
da
revolução
de
1905.
Quando
um
menino
cristão
de
12
anos
é
encontrado
morto,
os
judeus
são
imediatamente
acusados.
E as
circunstâncias
levam
Iákov
a
ser
o
principal
suspeito.
Com
tradução
de
Maria
Alice
Máximo
e
posfácio
de
Moacyr
Scliar,
O
FAZ-TUDO
é o
mais
novo
título
da
Coleção
Grandes
Traduções,
dedicada
a
obras
fundamentais
há
tempos
em
circulação
restrita
ou
fora
das
prateleiras.
O
livro
acaba
de
sair
da
gráfica
da
Editora
Record,
já
está
à
disposição
da
imprensa
e
chega
às
livrarias
no
dia
22
de
fevereiro.
O
FAZ-TUDO
(The
fixer)
Bernard
Malamud
Tradução
de
Maria
Alice
Máximo
Posfácio
de
Moacyr
Scliar
Coleção
Grandes
Traduções
400
páginas
Preço:
R$
45,90
Filho
de
imigrantes
russos,
Bernard
Malamud
nasceu
no
Brooklin,
em
1914.
Os
muitos
judeus
pobres
com
quem
conviveu
serviam-lhe
de
inspiração
em
sua
carreira
literária.
Eram
sapateiros,
balconistas,
açougueiros,
mascates
e
também
homens
sem
ocupação
definida,
comuns
na
época
da
Grande
Depressão.
Seus
personagens
são
homens
terrivelmente
comuns,
às
voltas
com
circunstâncias
desfavoráveis.
Construídos
sem
sentimentalismo
e,
freqüentemente
com
um
humor
judaico-chapliniano.
As
pinceladas
precisas
e
contidas
com
que
pinta
seus
protagonistas,
bem
com
a
maestria
em
criar
diálogos,
são
características
da
obra
de
Malamud.
Esse
exímio
contador
de
histórias
recebeu
todos
os
principais
prêmios
literários
de
seu
país.
Considerado
por
muitos
sua
melhor
obra,
O
FAZ-TUDO
levou
o
National
Book
Award
(o
segundo
do
autor)
e o
Pulitzer
Prize.
Transformada
em
um
filme
de
sucesso
-
O
homem
de
Kiev
- a
história
foi
lançada
mundo
afora.
O
livro
é
inspirado
em
fatos
reais.
Em
março
de
1911
um
menino
cristão
foi
encontrado
mutilado
e
morto
nos
arredores
de
Kiev.
O
crime
foi
atribuído
a
Mendel
Beilis,
um
oleiro
judeu
que
trabalhava
próximo
à
cena
do
crime.
Organizações
anti-semitas
acreditavam
que
o
sangue
cristão
pueril
era
a
matéria-prima
de
um
macabro
ritual
judaico,
que
usava
o
líquido
vermelho
para
a
preparação
do
pão
ázimo.
Beilis
foi
imediatamente
considerado
culpado,
sendo
torturado
diversas
vezes.
Cinqüenta
e
cinco
anos
depois,
Malamud
resolveu
recriar
o
episódio,
transferindo
o
fardo
para
o
personagem
Iákov
Bok.
O
FAZ-TUDO
é,
ao
mesmo
tempo,
uma
fábula
judaica
e
universal.
Iákov
Bok,
seu
anti-herói
moderno,
entediado
pela
vida
mesquinha
de
sua
aldeia
e
cerceado
pelas
leis
da
Torá,
resolve
mudar-se
para
Kiev.
Com
poucas
ferramentas
e na
companhia
de
dois
ou
três
livros
amarelados,
o
faz-tudo
empreende
a
jornada
que
mudará
por
completo
sua
existência.
O
FAZ
-TUDO
é o
mais
novo
título
da
Coleção
Grandes
Traduções
que
reúne
obras
fundamentais
de
ficção
e
não-ficção,
nunca
lançadas
no
Brasil,
com
circulação
restrita
ou
fora
de
catálogo,
em
edições
traduzidas
e
comentadas
pelos
melhores
profissionais
em
atividade
no
país.
Filho
de
judeus
russos,
Bernard
Malamud
(1914-1986)
nasceu
em
Nova
York.
Ao
longa
de
sua
vida
literária
escreveu
oito
romances,
além
de
livros
de
contos.
O
FAZ-TUDO
é
considerado
sua
maior
obra-prima,
com
a
qual
arrebatou
o
Pulitzer
e o
National
Book
Award
em
1967.
Em
breve,
a
Editora
Record
publicará
o
livro
de
contos
O
barril
mágico.
“Bernard
Malamud
merece
figurar
ao
lado
dos
grandes
nomes
da
literatura
judaico-americana,
a
exemplo
de
Saul
Bellow
e
Philip
Roth.”
-
The
Independent
