Shakespeare
para todos
Obra-prima de Frank Kermode expõe os motivos
da grandeza e da perenidade das peças do
bardo
Frank Kermode,
especialista em literatura dos séculos XVI e
XVII e um dos mais celebrados críticos e
intérpretes do bardo, tem em
A LINGUAGEM
DE SHAKESPEARE sua obra-prima.
Analisando versos de diferentes décadas da
obra do gênio de Stratford upon-Avon, o
autor expõe os motivos da grandeza e da
perenidade das peças do dramaturgo inglês.
Sem o hermetismo freqüentemente encontrado
nos textos críticos, o livro "é endereçado a
um público não-profissional interessado em
Shakespeare", explica o autor. Nesta obra,
as análises dos versos são entretecidas com
demonstrações de raro conhecimento da
história e cultura elisabetanas, assim como
de todo o legado da crítica shakespeariana -
de Coleridge a Eliot até os novos
pesquisadores.
A LINGUAGEM
DE SHAKESPEARE
tem os méritos de uma grande obra
de crítica literária, apresentando a leitura
dos textos originais à luz das conclusões do
ensaísta. A obra tem a tradução para o
português de Bárbara Heliodora, também
especialista em Shakespeare. O livro acaba
de sair da gráfica da Editora
Record, já se
encontra à disposição da imprensa e chega às
livrarias no dia 03 de fevereiro.
A LINGUAGEM DE
SHAKESPEARE
(Shakespeare's language)
Frank Kermode
Tradução de Bárbara Heliodora
Editora Record
462 Páginas
Preço: R$ 54,90
ISBN: 85-01-06558-7
De um lado,
William Shakespeare. Sua vida, obra e até
seu verdadeiro rosto já foram motivo de
discussão e análise. Do outro, Frank Kermode,
especialista em literatura dos séculos XVI e
XVII e um dos mais celebrados críticos e
intérpretes do bardo. Não é surpresa que
A LINGUAGEM
DE SHAKESPEARE seja
considerado uma
obra-prima. Analisando versos de diferentes
décadas da obra do gênio de Stratford
upon-Avon, o autor expõe os motivos da
grandeza e da perenidade das peças do
dramaturgo inglês.
Afastando-se
da tradição dos textos críticos, muitas
vezes herméticos e entediantes,
A LINGUAGEM
DE SHAKESPEARE nos remete ao que
sentimos "mesmo antes de começarmos a
desembrulhar os versos, seus ritmos, suas
súbitas reviravoltas e retrocessos, suas
metáforas brilhando diante nós e
desaparecendo mesmo antes de podermos
alcançá-las". De leitura fácil e agradável,
"este livro é endereçado a um público
não-profissional interessado em
Shakespeare", revela o autor.
Não raro, os
textos clássicos das grandes tragédias
shakespearianas são associados a uma
linguagem difícil para leitores
contemporâneos. Segundo os especialistas,
essa forma de expressão teria sido um
entrave até mesmo para as platéias
elisabetanas. O autor explica como
Shakespeare utiliza certas "matrizes"
lingüísticas que se tornaram fundamentais ao
longo de sua obra, e identifica as passagens
que foram revestidas com uma nova linguagem.
Nesta seleção, abordando 16 peças,
destacam-se as quatro grandes tragédias
escritas no auge da carreira do dramaturgo:
Hamlet,
Otelo,
Rei Lear
e Macbeth.
Kermode
ressalta uma importante mudança ocorrida em
meados da carreira de Shakespeare: "Os anos
1599-1600 parecem ser,
grosso modo,
a época em que Shakespeare, já autor de
várias obras-primas, mudou-se para um novo
nível de realização e dificuldade. Houve um
ponto determinante, creio, e associo-o a
Hamlet
e ao poema
‘The
Phoenix and the Turtle’."
Nesta obra, as
análises dos versos são entretecidas com
demonstrações de raro conhecimento da
história e cultura elisabetanas, assim como
de todo o legado da crítica shakespeariana -
de Coleridge a Eliot até os novos
pesquisadores.
A LINGUAGEM
DE SHAKESPEARE
tem os méritos de uma grande obra
de crítica literária e apresenta a leitura
dos textos originais à luz das conclusões do
ensaísta.
Frank
Kermode nasceu em 1919 e formou-se na
Universidade de Liverpool. É professor
honorário do King's
College, na Universidade de Cambridge, onde
lecionou Literatura Inglesa. Ocupou cátedras
nas Universidades de Harvard e no University
College de Londres.
É membro da British Academy, da Royal
Society of Literature, e da American Academy
of Arts and Science. É autor de
The Genesis
of Secrecy,
No Appetite
for Poetry,
The Sense
of Ending,
Forms of
Attention e
Puzzles and
Epiphanies, entre outras obras.
"Um livro
magnífico."
-
The
Guardian
"Kermode
escreve sobre Shakespeare calmamente, sem
possessividade, de maneira lúcida."
-
The New
Republic
