Realidade e fantasia se fundem em romance de Salim Miguel

Escritor mergulha no passado e remexe em temas como tempo, memória, velhice, morte e as conflituosas relações humanas

A editora Record traz de volta aos leitores A VIDA BREVE DE SEZEFREDO DAS NEVES, POETA, de Salim Miguel, uma obra primorosa que estava fora de catálogo há mais de uma década. Um dos principais nomes da literatura brasileira em nosso tempo, Salim Miguel desenvolveu uma carreira independente dos círculos literários paulista e carioca e uma obra de grande originalidade. A VIDA BREVE DE SEZEFREDO DAS NEVES, POETA volta aos cenários preferidos do escritor, sua Birigui da infância e a Florianópolis da juventude, na qual um grupo de jovens intelectuais ensaiava uma nova literatura. Ao mesmo tempo em que conta a história do mais talentoso poeta de uma geração, retrata uma época de juventude e um vigoroso exercício de criação literária. O livro multiplica-se em conto, teatro e poesia, numa obra surpreendente. A VIDA BREVE DE SEZEFREDO DAS NEVES, POETA acaba de sair da gráfica da Editora Record, já se encontra à disposição da imprensa e chega às livrarias no dia 13 de janeiro.

A VIDA BREVE DE SEZEFREDO DAS NEVES, POETA
Salim Miguel
Editora Record
368 páginas
Preço: R$ 40,90
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 85-01-06795-4

Principal nome da literatura catarinense em nosso tempo, Salim Miguel desenvolveu uma carreira independente dos círculos literários paulista e carioca e uma obra de grande originalidade. Libanês de nascimento, fez do seu estado de adoção o cenário de seus livros, em especial, as cidades de Florianópolis e o balneário de Biguaçu, para onde convergem suas memórias da infância e da juventude. Dezenove anos depois de ter sido lançado, A VIDA BREVE DE SEZEFREDO DAS NEVES, POETA ganha nova edição pela Editora Record.

Salim conta a história do frustrado poeta Sezefredo, que vive sua juventude e maturidade nos anos 30, 40 e 50 em Biguaçu e Florianópolis durante a Era Vargas. Pelos olhos de Sezefredo, o leitor é levado a Florianópolis em uma época em que um grupo de jovens modernistas formava o Grupo Sul, ao qual pertenceu o próprio autor do romance. O livro multiplica-se em conto, teatro e poesia, numa obra surpreendente de um mestre da literatura brasileira.

Ficção, montagem, colagem? Romance? Jogo de armar? Crônica de província? Biografia imaginária? Salim se debruça sobre o passado, buscando recuperá-lo e iluminá-lo, reelaborando temas como o tempo e a memória, a velhice e a morte, o inter-relacionamento conflituoso do ser humano.

Entre as cidades de Biguaçu e Florianópolis e abrangendo todo um período da história do Brasil entre as décadas de 1930/40/50, realidade e fantasia se fundem. Personagens e situações saídos de livros do autor se misturam com outros que nada têm de ficcionais. Depoimentos, memórias, poemas, contos, necrológio, cronologia, reminiscências, diário íntimo — tudo se interliga para tentar decifrar a personalidade múltipla e una de Sezefredo das Neves, poeta, e sua vida breve.

A VIDA BREVE DE SEZEFREDO DAS NEVES, POETA revela o autor em seus habitats naturais e na literatura de inquietação que produz, sempre capaz de desenvolver novas formas de contar histórias.

Nascido no Líbano, em 1924, Salim Miguel passou a infância e a adolescência em Biguaçu, município da Grande Florianópolis. Entre 1947 e 1957, participou do Grupo Sul, de Florianópolis; de 1976 a 1979, foi um dos editores da revista carioca Ficção; entre 1983 e 1991, foi diretor da Editora da UFSC; e de 1993 a 1996 dirigiu a Fundação Cultural Franklin Cascaes. Renomado jornalista, tem 25 livros publicados, entre contos, romances, crônicas e depoimentos. Por Nur na escuridão (romance, 1999), ganhou os prêmios da APCA de melhor romance e o Zaffari & Bourbon, em 2001, de melhor romance na Nona Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo. Em 2002, recebeu o título de doutor honoris causa, da UFSC, e o Troféu Juca Pato, da União Brasileira de Escritores e da Folha de S. Paulo, como intelectual do ano. Em 2004 publicou, pela Record, o romance Mare nostrum, finalista do prêmio Jabuti 2005.