Brasil ganha tradução
oficial de D. Quixote
Record
lança a primeira edição
avalizada pelo Governo da
Espanha
O ENGENHOSO FIDALGO D.
QUIXOTE DA MANCHA
ganha a primeira tradução
oficial para o português,
avalizada tanto pelo
Instituto Cervantes quanto
pela Comissão IV do Quarto
Centenário, criada em 2005
pelo Governo da Espanha para
comemorar quatrocentos anos
da publicação da primeira
parte do Quixote. A tradução
é assinada por um espanhol –
José Luis Sánchez – e por um
brasileiro – Carlos Nougué
–, que se dedicaram a uma
ampla pesquisa histórica e
lingüística acerca da obra
de Cervantes. Com esta
pesquisa, os tradutores
conseguiram uma fidelidade à
obra que nunca houve em
traduções para o português.
O engenhoso fidalgo D.
Quixote da Mancha
Miguel de Cervantes
Tradução de Carlos Nougué e
José Luis Sánchez
574 páginas
Preço: R$ 67,90
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 85-0107450-0
Romance mais importante da
literatura em língua
espanhola,
O engenhoso fidalgo D.
Quixote da Mancha
acaba de ganhar a primeira
tradução para o português
avalizada pelo Instituto
Cervantes e pela Comissão
IV do Quarto Centenário,
criada em 2005 pelo Governo
da Espanha para comemorar
quatrocentos anos da
publicação da primeira parte
do Quixote. A nova tradução
é assinada pelo espanhol
José Luis Sánchez e pelo
brasileiro Carlos Nougué,
que realizaram uma detalhada
pesquisa histórica e
lingüística acerca da obra
de Cervantes. Com esta
pesquisa, os tradutores
conseguiram uma fidelidade à
obra que nunca houve em
traduções para o português.
As aventuras de D. Quixote e
seu fiel escudeiro Sancho
Pança chegam agora ao leitor
brasileiro com vários
detalhes novos, fundamentais
para a compreensão do
universo retratado e
imaginado por Cervantes. Os
tradutores identificaram,
por exemplo, palavras que
tinham significado diferente
no espanhol do século XVII,
localização correta de
cidades que deixaram de
existir, nomes de pessoas
que de fato viveram na época
de Cervantes e se tornaram
personagens da obra, entre
muitos outros.
Numa votação realizada em
2002
pelo Instituto Nobel
do Clube do Livro, da
Noruega,
O engenhoso fidalgo D.
Quixote da Mancha
foi considerado o melhor
livro de ficção de todos os
tempos. A consulta foi
realizada com cem
respeitados escritores de 54
países, entre eles todos os
Prêmios Nobel vivos. Cada um
deveria indicar os dez
livros que consideravam os
melhores que já tinham lido.
Quixote ficou em primeiro
lugar, com uma diferença de
mais de 50% sobre o segundo.
“A obra de Cervantes não se
destaca só por sua
extraordinária qualidade
literária e a profundidade
humana de seus personagens,
mas também e
sobretudo por sua
capacidade de nos afastar do
estreito e estéril caminho
das certezas maniqueístas”,
afirma o diretor do
Instituto Cervantes no Rio,
Francisco Corral.
“Não existe uma resposta
universal à chamada
“pergunta da ilha deserta”
(“se levasse apenas um
livro, qual seria”), mas a
maioria dos leitores
incessantes, dotados de
discernimento autêntico
optaria entre três: a
Bíblia
na versão do rei James, a
obra completa de Shakespeare
e D. Quixote,
de Miguel de Cervantes.”
—
Harold
Bloom
“A cena em que D. Quixote
trespassa com a lança a pá
do moinho de vento e é
projetado no ar ocupa apenas
umas poucas linhas no
romance de Cervantes;
pode-se dizer que o autor
nela não investiu senão uma
quantidade mínima de
recursos estilísticos; (...)
permanece como uma das
passagens mais célebres da
literatura de todos os
tempos.”
—
Italo Calvino
“... inscreve-se na carta
espiritual do seu tempo, da
sua nação, na da história
das idéias. O único contexto
em que se pode apreender o
valor de um romance é o da
história do romance europeu.
O romancista não tem contas
a prestar a ninguém exceto a
Cervantes.”
—
Milan Kundera
“Ele sobreviveu por 350 anos
através das selvas e das
tundras do pensamento
humano, e ganhou em
vitalidade e
estatura.(...) Sua
defesa é a pena, sua
bandeira é a beleza. Ele
representa tudo que é
gentil, altruísta e
galante.”
—
Vladimir Nabokov
