Os pequenos grandes
poemas de Baudelaire
Obra ganha edição
bilíngüe com prefácio de Ivo Barroso
e tradução de Gilson Maurity dos Santos
Charles Baudelaire é
considerado o mestre da tradição francesa dos poetas
malditos. De sua obra derivaram o
anticonvencionalismo de Rimbaud e Lautréamont, a
musicalidade
de Verlaine
e o intelectualismo de Mallarmé. A verve do autor de
As flores do mal
revela a herança do romantismo negro de Edgar Allan
Poe e Gérard Nerval. Neste volume da coleção
Grandes traduções
para PEQUENOS
POEMAS EM PROSA, o leitor encontrará uma
primorosa tradução de Gilson Maurity, que se esmera
em tornar a obra mais acessível ao grande público,
evitando rebuscamentos de estilo ou a utilização de
palavras pouco freqüentes na linguagem atual. O
livro traz também os originais em francês. Os poemas
de Baudelaire aqui reunidos passeiam do tom
sarcástico e impiedoso, também presente em
As flores do mal,
a
passagens sensuais, censuradas
na época de sua
primeira tentativa de publicação em jornal. Poeta da
má consciência da burguesia, Baudelaire expiou as
covardias e os compromissos da época e, acima de
tudo, previu, como um profeta, o processo de
decomposição de seu mundo. Aqui o feio, o riso e o
cômico entram no território sagrado da poesia. O
livro acaba de sair da gráfica da Editora
Record, já se encontra à
disposição da imprensa e chega às livrarias no dia
14 de fevereiro.
PEQUENOS POEMAS EM
PROSA
(Petits Poèmes en prose)
Charles Baudelaire
Tradução de Gilson Maurity
Prefácio de Ivo Barroso
Editora Record
Coleção Grandes Traduções
288 páginas
Preço: R$ 33,90
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 85-01-07071-8
Charles Baudelaire
é considerado o mestre da tradição francesa dos
poetas malditos. De sua obra derivaram o
anticonvencionalismo de Rimbaud e Lautréamont, a
musicalidade
de Verlaine
e o intelectualismo de Mallarmé. A verve do autor de
As flores do mal
revela a herança do romantismo negro de Edgar Allan
Poe e Gérard Nerval.
Nesta nova edição
da coleção
Grandes Traduções, o leitor encontrará "os
pequenos grande poemas em prosa de
Baudelaire", como define Ivo Barroso, autor do
prefácio da obra. Entre eles, um de seus poemas mais
conhecidos, "Enivrez-vous" ("Embebedai-vos"),
publicado em 1868, em edição bilíngüe, como todos os
50 poemas que integram a obra. A primorosa tradução
de Gilson Maurity para
PEQUENOS POEMAS EM
PROSA se esmera em
tornar a obra mais acessível ao grande público,
evitando rebuscamentos de estilo ou a utilização de
palavras pouco freqüentes da linguagem atual.
Os poemas de
Baudelaire aqui reunidos passeiam do tom sarcástico
e impiedoso, também presente em
As flores do mal,
à passagens sensuais,
censuradas na época de sua primeira tentativa de
publicação em jornal. É curioso observar que os
poemas em prosa, como gênero literário, firmaram-se
com a publicação de peças curtas não metrificadas,
mas de teor poético, do próprio Baudelaire. Em suas
palavras, "qual de nós, em seus dias de ambição, não
sonhou com o milagre de uma prosa poética, musical,
sem ritmo e sem rima, bastante
maleável e bastante rica de contrastes para
se adaptar aos movimentos líricos da alma, às
ondulações do devaneio, aos sobressaltos da
consciência?". O milagre estava feito. Baudelaire
encontrara a chave da criação desse novo gênero
literário, que influenciou toda a literatura
universal, abrindo caminho para a poesia moderna.
Le Spleen de Paris
foi
um dos muitos títulos sugeridos para
PEQUENOS POEMAS EM
PROSA, exprimindo perfeitamente a
atmosfera da coletânea.
Spleen
significa melancolia, depressão nervosa, irritação,
mau humor, o que bem define algo de seu conteúdo. Os
textos retratam as caminhadas de Baudelaire por
Paris e evocam as lembranças de mendigos, velhinhos,
quadros, cassinos, hospitais, palácios, bairros - a
que somos levados mais uma vez agora.
Poeta da má
consciência da burguesia, Baudelaire expiou as
covardias e os compromissos da época e, acima de
tudo, previu, como um profeta, o processo de
decomposição de seu mundo. Aqui o feio, o riso e o
cômico entram no território sagrado da poesia.
Baudelaire renasce talvez como uma última flor do
mal, entre as brumas do irracionalismo e do
nacionalismo. Ele já comentara, em
Paraísos
artificiais, que a verdadeira realidade
só existe nos sonhos.
Charles Baudelaire
nasceu em Paris em 1821 e morreu em 1867. Mestre da
tradição francesa dos poetas malditos, sua arte é
universalmente reconhecida como base e fonte da
poesia moderna. Influenciou
desde Rimbaud, Verlaine, Lautréamont até Mallarmé,
Apollinaire e os surrealistas. Entre suas obras,
destacam-se Os
paraísos artificiais,
As flores do mal,
Curiosidades
estéticas e
A arte romântica.
