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A foto do destino
Uma degola na revolução de 1893, no
Rio Grande do Sul, desencadeou toda a idéia do livro "O pintor de
retratos" de Luis Antônio de Assis Brasil.

O
fotógrafo francês Nadar (Félix Tournachon) era uma celebridade.
Atravessou o século 19, indo morrer aos noventa anos em 1910. Por
suas lentes cruzaram algumas das maiores figuras da época, de Victor
Hugo a D. Pedro II. Diziam que ele capturava a alma dos modelos, e
nisso era insuperável. Mas o protagonista deste romance é Sandro
Lanari, um pintor de retratos nascido na Itália. Sua vida se
transforma no dia em que vê, numa vitrine em Paris, a foto - feita
por Nadar - da jovem Sarah Bernhardt, a que seria grande diva do
teatro internacional. Fascinado pelo retrato, procura Nadar e faz-se
fotografar por ele. O resultado desconcertante conduz Lanari a
declarar guerra a todos os fotógrafos do mundo. Emigra para o
Brasil, onde sobrevive como pintor de retratos até que, por uma
circunstância ao mesmo tempo trágica e fortuita, torna-se também ele
fotógrafo. Participa, sempre como coadjuvante, de revoluções pelo
pampa, vagueia pelo interior do Estado, abandona a pintura, prospera
como fotógrafo em Porto Alegre e finalmente retorna à Europa, onde o
aguarda seu passado - e Nadar.
É a trajetória de um homem e seus desacertos, e de uma precária
ambição. Seu paradigma é o de um grande artista, mas em que se
transformou sua vida? Na perfeição do retrato de Sara Bernhardt pode
estar a chave de tudo.

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