NANOESCRITOS

VANESSA SILA nasceu em Porto Alegre em 1961. Formada em Letras - Tradutor Intérprete na Pontifícia Universidade Católica do RGS (PUCRS) em 1986. É professora de inglês. Cursou algumas oficinas literárias. Este é seu quarto livro.

NANOESCRITOS – eis aí um ótimo título para estas breves narrativas. Vanessa Sila estréia na literatura com um texto ágil, quase sempre dialogado e tratando de temas do quotidiano de uma grande cidade. Suas personagens vivem cercadas por deveres, afazeres, fazem muitas coisas ao mesmo tempo – e isso passa-nos uma idéia de urgência e de agitação. As crônicas não diferem muito em suas temáticas, mas, diferentemente das ficções, nelas já existe um estilo pausado, de autora que reflete sobre o seu tempo, quase sempre com uma perspectiva humanista e conciliadora. Eis aí um [bom] início de carreira literária, para a qual desejo toda sorte de felicidades e, por que não, um pouco de sorte.

Luiz Antonio de Assis Brasil

Boa parte da melhor literatura que se escreve hoje no Brasil tem sido produzida ou circulada através dos blogs. A geração 00 redescobriu a escrita e até renovou a língua portuguesa. Os blogs são uma plataforma bem-vinda para a troca de informações, para testar estilos e renovar a crônica. A produção literária, tanto dos blogueiros-escritores como dos escritores-blogueiros, já é vasta e comprova-se a variedade e qualidade da ficção produzida. Vanessa Sila é desta geração. Esta sua quarta obra, escrita nas oficinas literárias de Luis Antonio de Assis Brasil, Ivette Brandalise e Dolores Sanvicente, inicialmente publicada na Internet, ganha sua versão em livro, mantendo a característica principal dos textos postados: o quotidiano relatado em nanoescritos. Segundo Fabrício Carpinejar, outro escritor-blogueiro, "a diferença entre guardar o inédito no blog e na gaveta: o blog é uma gaveta aberta". Para Vanessa, os textos são o exercício da subjetividade cotidiana, o prazer e o sabor de um texto narrativo de reflexão descompromissada, relatos ou comentários do atribulado dia-a-dia.

Roberto Schmitt-Prym