Modelo

há de rebulir o gênero
há de repetir o meio
há de ser um porre só:

dia quarto, setembro ou outubro de ano ido
esquema
em festática de pensamentos remediáveis a novo olhar

copo, água, cuspe
há de esquecer

 

Gume razoável                                                                    

Ritmo de ti 
Cacto
           Factual

Penduricalhos evidentes

Ma belle,
Na alavanca que –
Aresta teatral –
Arrasta véu
Pega em ponto
Ponta da falha
Retalha
Trucida
Les mots qui vont trés bien ensemble
Se num som
Confessam: 

  “             ”

 

Bálsamo                                

Desfibrilado  

- O
Silêncio - 

Tende a nunca
Estancar: 

Retratista de primeira -
Que o diga
Melusina/Monalisa -
Arrebata cortes
flashes flashes [                      ]
Compacta-pose
 

(Fosse
     Fissura -
 

Candura importada para fios
Fósseis
E
Sinos em fiascos de transparência
Comedida - restaria alguma?)

Do frágil porta copos ou mesinha de
Algibeira (retrátil fecho-éter em
Emergência: um dois três já... um dois
Três três três... já era...)
No conjunto vazio de
Aposentos apoteóticos        

Outridade

Ainda há refúgio à sombra
Ainda (   se à pedra
Ainda   ) há 

É preciso
É preciso (   dizer o falar se
É preciso   ) datar o dia (ainda)

Proléptica
Segue com suas entranhas deslizadas
Muito antes
De trocar acenos
Muito antes
De atiçar um sonho
Esquivado à margem de resquícios 

 

Explicação

Amor ... 

Desisto.

Thiago Ponce de Moraes é graduando em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e professor de Língua Inglesa. Poeta, nascido em 18 de Novembro de 1986, participou em Antologias como as da CBJE (Câmara Brasileira de Jovens Escritores) e da Livraria Asabeça. Membro do Conselho Editorial do Jornal de Poesia Contemporânea – O Casulo.