cenas
serranas
as partículas
de fótons,
entrecortando
a atmosfera
da terra,
reiteram
seu azul
de tanta
e “quanta”
beleza...
e os pigmentos
de clorofila
do relevo
irregular da serra,
relevam
sua tamanha pureza...
e revelam
seu tom tão natural!
ó! vede
o vasto varal verde!
:vulto que aveluda
virgem desde
as fraldas,
até acima
nos cimos!
beijando,
lambendo
e recortando
o vestido de anil...
o amarelo da tarde
s’encerra
e eis uma nova
chama em cena...
:é o elo sensual
que s’encera
no frisson
dos lábios
de batom
do arrebol...
arde
o fim-de-tarde!
:alarde!
o ocaso decora
com seu escarlate
cor-de-carne
e decanta
o mudo canto
da noite!
:açoite!
toda fala
e folia se cala.
o dia trava.
:cerra!
o céu treva.
:trave!
é o preto
feito praga.
:prego!
no entanto,
o feérico olho
do éter noturno
é a égide
que orbita
em torno
do mundo
e habita
apenas para
irradiar-nos...
a escuridão
é cega e surda!
mas o lume
projeta
e protege!
e então
se vai o vão
...ó! cada vasto coração
ouve orações...
ou vê corações!!!
verbos vivos,
as vozes
devolvem-se
vorazes!
a felicidade
do filtro lunar
paira sem fim...
:tal mar
de marfim!
é a prata
como magia
:orgia!...

Rusty Stein