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Um campo de trabalho
a quem se morre num campo de trabalho
numa outra guerra num breve embaraço
um mundo em miniatura dentro de casa
todas as passagens numa convoluta, à tarde
Asja Lacis se me visita enquanto o olhar pousa
e ninguém reage às minhas costas
tinha um sonho bem aqui do lado da minha mão
distrai uma fenda naquilo a que não se diz o nome
e outras duas borrachas brancas

MANOEL RICARDO DE LIMA
Nasceu em Parnaíba, uma pequena cidade de rio, no Piauí, em 1970.
Atualmente mora em Florianópolis, onde faz doutorado em Teoria da
Literatura, Textualidades Contemporâneas, na UFSC. É professor substituto
de Literatura na mesma universidade.
Articulista de literatura do jornal O Povo, Fortaleza, Ce, e colaborador
do caderno Idéias, do Jornal do Brasil, RJ, e do Diário Catarinense, SC.
Do comitê editorial das revistas Inimigo Rumor (Cosac & Naify / 7Letras,
SP-RJ) e Ficções (7Letras, RJ). E do conselho editorial da revista Oroboro,
(Medusa, PR).
Autor de Falas Inacabadas – objetos e um poema (Tomo Editorial, RS,
2000) junto com a artista visual Elida Tessler; Embrulho, poemas
(editora 7Letras, RJ, 2000), Entre Percurso e Vanguarda – Alguma Poesia
de Paulo Leminski (Annablume, SP, 2002) e As Mãos (editora
7Letras, RJ, 2003). |