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Título: A MENOR IDEIA
Autor: Lota Moncada
Capa: Elizethe Borghetti


Dimensões: 14 x 21 cm
Páginas: 130
Gênero: Poesia
Publicação: Class, 2018

Lota Moncada nasceu rodeada de poetas. E de grandes poetas: Julio Moncada, seu pai, Pablo Neruda e diversos outros nomes da cena chilena e, mais tarde, uruguaia. Tem uma carreira premiada como atriz. Junta as duas artes também, dizendo e interpretando a voz do texto poético como poucos. Agora, a atriz-poeta, e vice-versa, estreia em livro individual. Sua poesia, publicada em antologias e nas redes sociais, ganha finalmente um volume próprio. Seu texto traz as marcas da poesia de língua espanhola e uma convivência amorosa com a lírica brasileira. Nessa mistura, no entanto, a nota grave, tangueira, sempre fala mais alto. Escute ao final de cada ótimo poema deste livro a assinatura sonora do tango de Lota Moncada.

Ricardo Silvestrin

Faz algum tempo que acompanho os poemas de Lota Moncada nos diversos suportes em que eles se deixam visitar: na variegada oferta das redes sociais, nas festas e saraus em que os versos celebram a tradição oral, em coletâneas e em antologias, em gravações, canções e cadernos coletivos. Faltava apenas o livro individual. Não falta mais.
Porém, a poesia, ao contrário de outros gêneros, nem sempre exige uma versão impressa para sua legitimação. Quem teve a oportunidade de assistir a uma leitura pública de Lota falando seus próprios poemas ou apresentando textos de outros autores da sua predileção, sabe bem do que se trata. Confluem, nesse exercício de sensibilidade, as artes de poeta e o ofício de atriz. Ao fazer e ao dizer, Lota veste a poesia como uma roupa íntima que oculta e revela. Mais do que isso, seduz. Um eventual toque de ironia ou uma pitada ocasional de humor completam a receita. Impossível resistir.
Mas o prato do dia é este livro que o leitor tem em mãos. Todo leitor de poesia que se preze é também um poeta, ao menos durante o tempo que dura essa leitura. E é nessa condição que vai achar, nas páginas que seguem, material para nutrir sintonias e partilhar descobertas.
O cardápio é diversificado, começando pela oferta, para degustação, de alguns poemas breves, de apenas três ou quatro versos, em que não é raro achar o bom uso de um recurso comum aos haicais e aos microcontos, onde a última linha abusa da surpresa, tiro de misericórdia que derruba o leitor ou, ao contrário, o conquista.

Jorge Rein