Título: AMY FOSTER
Autor: Joseph Conrad
Tradução e ensaio: Fernanda Mellvee

Formato: 14 x 21 cm.
Gênero: Romance
Publicação: Class / Bestiário, 2019

Sinopse

Uma jovem simples, meio sem-graça, humilde e submissa, em sua terra natal. Um jovem cheio de vitalidade, que larga tudo em seu país longínquo e pobre e sai ao mar em busca de esperança e novos rumos, mas se vê de repente náufrago numa terra estranha e hostil. O encontro dos dois é o tema de que se utiliza Joseph Conrad para forjar 'Amy Foster'. No que parecia uma existência sombria e sem sentido, o rapaz reencontra a esperança no gesto simples e generoso de Amy Foster, moça por quem se apaixona, numa trama que envolve amor, medo e drama profundo. Mais que tudo, 'Amy Foster' é o relato pungente sobre a hotilidade às vezes desumana com que as pessoas, com muita freqüência, tratam tudo o que é diferente delas e causa estranheza a seus hábitos e ideias. 


Sobre o autor

Joseph Conrad, nascido Józef Teodor Nałęcz Korzeniowski nasceu no dia 3 de dezembro do ano de 1857, na cidade de Berdichev, na Ucrânia, então dominada pela Rússia czarista. Seus pais eram nacionalistas poloneses e, em decorrência de suas atividades políticas contrárias ao domínio russo, foram mandados para a província de Vologda, ao norte da Rússia. Joseph, aos quatro anos, os acompanhou no exílio. A mãe de Joseph faleceu logo em seguida à chegada à Vologda, e seu pai, quando Joseph tinha onze anos. Após a morte dos pais, Joseph ficou aos cuidados de seu tio Thaddeus Bobrowski. Conrad, aos dezesseis anos, apesar dos apelos do tio para que seguisse carreira universitária, viajou à Marselha, para realizar o seu sonho de viver em alto mar. Em 1878, Conrad embarcou como aprendiz em um navio inglês. Os próximos vinte anos ele permaneceria a serviço da marinha britânica, que deu a ele oportunidade de conhecer países na África, América, Europa e Ásia. Este período propiciou ao escritor as experiências que o acompanharam durante toda a sua obra. No ano de 1886, Conrad tornou-se um cidadão britânico e, em 1894, aposentou-se da marinha, sob o título de capitão-de-longo-curso, para dedicar-se à escrita em tempo integral. Em seu primeiro romance, A loucura do Almayer (1895), o autor dá pista aos leitores sobre o que esperar de suas próximas obras, Almayer é um sujeito solitário, que, em busca de prestígio e riqueza acaba extraviando-se da própria identidade. Toda a obra do escritor é marcada pela temática do conflito do homem contra o próprio homem. Em romances como O coração das trevas (1902), o autor expõe a natureza humana levada aos extremos, onde o ser humano é destituído da própria humanidade. É através do choque de culturas, como se observa em Amy Foster (1901) que o autor propõe uma profunda reflexão sobre a relação entre o indivíduo e a humanidade, bem como entre a civilização e a barbárie.