HOMEM-MASSA
A filosofia de Ortega y Gasset
e sua crítica à cultura massificada

   JÉFERSON ASSUMÇÃO nasceu em Santa Maria-RS em 1970 e cresceu em Canoas- RS. É autor de diversos livros, entre ficção, infantis e infanto-juvenis. De 2005 a 2008 foi assessor e coordenador-geral de Livro e Leitura do Ministério da Cultura, em Brasília. Foi secretário municipal de Cultura de Canoas-RS e atualmente é secretário adjunto de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Licenciado em Filosofia, tem Diploma de Estudos Avançados (DEA) em Filosofia e Doutorado pela Universidade de León (ULE), Espanha.

Surgido em pleno início da expansão dos produtos da era industrial, o "homem-massa", segundo o filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955), é uma espécie de novo bárbaro, que vive na cultura como em estado de natureza. Tem um comportamento coletor e extrativista dos bens construídos pela cultura anterior a ele. Produto dos confortos gerados pela técnica do século XX, ele agora ocupa-se em desocupar-se.
   Hoje, em pleno século XXI, muito da circunstância que levou Ortega a pensar sobre o homem-massa vem
mudando enormemente. É possível perguntar-se: na era digital, pós-industrial, que dissolve dia a dia o ambiente de massificação em que multiplicavam-se os homens-massa, teremos uma geração de indivíduos mais autônomos, póshomens-massa, revitalizadores da cultura?