A Construção da Fronteira Sul
a Guerra de 1825

Sérgio Paulo Muniz Costa

Sérgio Paulo Muniz Costa é sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, colunista do jornal Diário do Comércio (São Paulo, SP) e autor dos livros Os Pilares da Discórdia: fundamentos de uma incerteza (BIBLIEX, 1995), sobre política internacional, geopolítica e equilíbrio internacional; Diálogos: acontecimentos e história no Brasil contemporâneo (CRV, 2013), sobre história, educação e aspectos sociais do Brasil ; e História e Conhecimento: suas conexões e perspectivas (UFPR, 2014), sobre sociologia, antropologia, história e biografia, bem como de diversos artigos e ensaios publicados nos principais jornais brasileiros e em revistas especializadas, nacionais e estrangeiras.
O livro, Idade Média: mil anos no presente, será publicado pela Editora da PUC/RS.
Coronel do Exército Brasileiro, proferiu palestras sobre História e História Militar na USP, UNICAMP, Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra e Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.
Durante o XXXIX Congresso Internacional de História Militar, acontecido em setembro de 2013 na cidade de Turim, Itália, realizou a conferência A Estratégia do Brasil na Guerra da Cisplatina (1825-1828) e
presidiu a VIII sessão do congresso que reuniu historiadores austríacos e italianos para tratar de aspectos da 1a Guerra Mundial.
Gerenciou o projeto de recuperação, restauração e valorização de fortes históricos em Salvador- BA, chefiou a Seção de Ensino de Geografia e História Militar da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende – RJ, e foi Delegado do Brasil na Junta Interamerica na de Defesa, em Washington, DC.



Há cento e noventa anos o Brasil enfrentava a sua primeira guerra como nação independente, a denominada Guerra da Cisplatina, um capítulo da Guerra dos Cem Anos no Prata. Em 1825, contrariando os Estados Unidos e a França, e contando com a neutralidade benevolente da Inglaterra, o Brasil bloqueou o Rio da Prata, enquanto a sua marinha caçava no Atlântico Sul os navios corsários europeus e norteamericanos despachados por Buenos Aires para atacar o litoral brasileiro de norte a sul. Da Colônia do Sacramento às margens do rio Ibicuí aconteceram seguidos combates, o principal, Passo do Rosário, a maior batalha campal já ocorrida em território brasileiro. Nem o Imperador D. Pedro I e a capital, o Rio de Janeiro, escaparam à guerra, com conspirações, traições e uma verdadeira batalha havida nas ruas da cidade. Paralelamente, nos gabinetes e plenários do parlamento, o governo imperial travava, a tinta e a voz, uma outra guerra, política, diplomática e comercial. O país, mal saído da Guerra da Independência, teve que enfrentar, em meio à acirrada luta política interna, a maior ameaça à sua unidade e integridade territorial: e venceu!
Este livro descreve essas histórias, paralelas e entrelaçadas, que compõem a história, não de uma guerra em si, mas na verdade do mais que secular processo de construção da fronteira sul do Brasil, de que a Guerra de 1825 foi um dos últimos e mais importantes capítulos, e do qual participaram brasileiros de todas as geografias que vieram se alinhar à mais brava gente gaúcha.