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Noite
sem morcegos e corujas. Igreja com esquife. Um corpo e sua meia dúzia de
conhecidos. Gente pouca, reza fraca. Ave-marias em murmúrio. Parcas
lágrimas. Vigília longa.
De repente, a beata e seu cântico. Desafino geral. Constrangimento.
Novo início. A tentativa de limpeza das gargantas.
Então, o surgir de algo limpo e forte. A curiosidade. Um bêbado, com
ares de tenor. Um gregoriano. Única glória do humilde velório.
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Clauder Arcanjo (1963)
Antonio Clauder Alves Arcanjo nasceu em Santana do Acaraú, CE.
Engenheiro civil, funcionário da PETROBRAS, também professor da
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e da Universidade
Potiguar. Cronista do jornal Gazeta do Oeste (Mossoró/RN) e resenhista,
assinando como Carlos Meireles, na revista de humor e cultura do Rio
Grande do Norte, Papangu. Tem inéditos livros de contos, de poesias e de
crônicas.
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