BONECAS RUSSAS (Poesia)

Laura Porto Leite Rangel nasceu em Porto Alegre. No tempo de casada viveu em Uruguaiana. É viúva e teve cinco filhos. Em 1979, licenciou-se em Letras – Português e Inglês e respectivas Literatura.
Especialista em Psico-pedagogia Clínica, exerceu esta profissão em consultório com crianças e adolescentes por 25 anos. Dedicou-se também a estudos em Psicanálise por dois anos na APPOA. Atualmente organiza Rodas de Leituras em praças e cafés com o objetivo de divulgar e ler a literatura contemporânea do RS. Vem estudando a autoria feminina na Literatura. Escreve poemas há muito tempo e vem participando de oficinas literárias desde 2006. Publicou o conto “A menina do relógio” no livro Histórias de Infância em Porto Alegre, org. Luís Augusto Fischer, ed. Libretos, 2006. Tem participado de oficinas on-line, o que aumentou seu gosto por outros gêneros – crônicas e contos. Em 2015 participou da antologia Sou poeta com orgulho, ed. Pragmatha, Porto Alegre. É membro efetivo do Partenon Literário desde março de 2015.

Bonecas russas, de Laura Rangel, revela uma poética multifacetada, sem influências, com uma dicção própria, também múltipla nas soluções líricas que a poeta encontra. O livro centra-se em quatro eixos temáticos: as perdas na vivência, o erotismo, a condição feminina e a poesia de metalinguagem.
O que ressalta é a franqueza, ousadia mesmo, de uma escritora que não recua diante do que precisa mostrar, ultrapassando o poder de sugestão de sua linguagem e atingindo um certo tom de confissão.
Um conjunto múltiplo em suas propostas expressivas e temáticas de 63 poemas, Bonecas russas é, como diz o crítico literário Paulo Bentancur, “um constante recomeço dessa caminhada atrás das pistas deixadas no vivido e nas possibilidades e seus esconderijos. A poeta pergunta-se até mesmo por que escreve poemas. No entanto, muito depois dessa pergunta, demonstra que pode dar muitas respostas para essa motivação”.
Com isso, o convite está mais do que feito para que o leitor se abra ao livro já aberto para ele. Cada poema, uma revelação.