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Ética da memória em Walter Benjamin
Manuela Sampaio de Mattos

Este livro é um ensaio que aborda o tema da ética da memória em Walter Benjamin, com particular ênfase à singular obra das Passagens. A concepção benjaminiana do despertar é um dos conceitos fundamentais estudados no presente livro, pois o despertar em Walter Benjamin possui uma amplitude própria que aponta para um momento dialético ao extremo, no qual cada agora é o agora de uma determinada cognoscibilidade. O despertar é o limiar no qual imagens aparentemente ínfimas e dispensáveis podem ser lidas. Para a leitura desenvolvida neste livro, todo o presente está permeado por imagens do passado que lhe são sincrônicas e diacrônicas, e o interpretar dessas imagens se relaciona diretamente com o despertar. Isso pode ser percebido tanto nos mitos fundantes da nossa cultura ocidental, quanto no mundo dos sonhos do século XIX, tal como é abordado por Benjamin, levando em conta que o mais potente mito daquela e da nossa época foi e ainda é o mito do progresso. As imagens se tornam legíveis dialeticamente, mas não pertencem apenas a uma época determinada, mas se tornam legíveis como um relâmpago em um momento específico. De modo fugaz, dilatam-se espaço-temporalmente. E a forma de leitura de cada uma dessas imagens, como um instante do despertar, conduzem a uma ética da memória na obra de Walter Benjamin.