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Preliminares do aborto Amor
Vinicius Chukro
(Marcus Vinicius Leite Batista)
Não sei desenhar, só
sei e mal é desenhar palavras. Palavras sem jeito, tortas por
ingratidão,.. diz-solvidas em aço pura laço .., flor sem copo d’água.
Solidão.
Cada verso é
inezistência, cada ato-insônia. E assim foi se definhando o feto do
afeto amor no cotidiano. O texto será uma parábola reta e turva, toda
reta infinita num traço mal acabado de finita tristeza, Espero.
Acordado pela
madrugada, mediunizo o cimento do verbo. Ser ou Estar? Estar de coisa
remota, prolixo, pró ao lixo, sou estado do é – tramando contra o
destino – o cardume maior do âmago remeto-me ao ciúme em tango.
E foi como um
golpe tão inesperado como o tato a cheirar de colo o estrago. Amar é se
estragar, é contaminar-se pelo corromper o olfato dor.
A menina de
camisola saiu pela porta, sem medo do destina-escondido, atrás de um
Jesus-junkie q sorria por estar atrás de uma fotografia dela ou do mundo
periférico ki lhe remetia o primeiro encontro. um beijo. Em um mês. o
Sexo. Lágrimas de soluço. Esquizofrenia mediúnica. Um colapso.
Resignação. Encontro do óbvio. Em um ano. Si Perdeu. Ou. Se.
Desencantou?
Qual será o
retrato falado, a fagulha do pentelho entre os dentes. Sexo oral.
Cogitaram Anal, mas por precaução escolheram o tempo. No tempo. Do tempo
por mais tempo, ! , em qui tempo teremos tempo para o tempo, ? .
Chorar em
palavras. Mal-criadas em serem nuas e reticentes aos olhos alheios sem
nenh-uma ter uma ter-nura. Confluente, condizente. Mórbida no etecetera.
A menina
correu, pediu ao tempo para brincar de esconde-esconde com a saudade, se
diz ser imatura. Verde, pra que te quero ver-te? Ela não falava con-tudo
assobiava o nada. O que vc tem? Nada. Por favor, me diga? Faço-te
sofrer.
Sofrer como
morrer. Sofrer comendo o dizer. Ela, a menina, sente falta dela mesma.
Quer si descobrir, cobrir o lençol como campo de força contra a
escuridão. Um conto? Não conto! Por dois contos? No conto! Espalhada
espelhada no ar ela chorava, era a forma de expressar. Te amo! Também. E
nós? Estamos bem! Como assim? Tudo é experiência.
Experimental.
Ciência, a ciência de
rir, correr, viver, escovar os dentes. Escrever. Mentir-omitir. E ser.
Ser de ligação, mais fácil sendo visto como metáfora ou não.
A menina,
ela, deu um derradeiro abraço, não para o final da istória dela com o
Jesus-junkie, mas um abraço para o Tempo. Eles morreram naquele
instante, a mudança veio em cataclismas de ultra-segundos. Sentiram que
necessitavam ressuscitar.
“amigos para sempre é
o que queremos ser”
Uma porra,
dois caralhos,5 putaquepariu, e 7 vai tomar no cú. Disse Jesus-junkie...
e assim seja vossa vontade.
O medo é o
maior desejo. Letra por letra na cabeça da folha virgem do papel. Quem
lerá este suicídio de forma ininterrupta e enchargiada de sombras
lingüísticas de in-utilidade. Talvez um prefácio fosse o enfoque dos
caminhos a serem percorridos entre a fábula do amor e a hiroshima das
palavras.
Cai um céu
E ele continua lá em
cima.
A poesia pra vender na
feira, pra dar lu(z)a aos olhos de estrelas. E o que ganha com isso ? A
menina e o seu Jesus-junkie ?
Imaturos complacentes
com o distúrbio da placenta da rotina que suga o sangue, vampiriza,
tempestades de dúvidas, Sangue(s)suga os prazeres que se foram em algum
dia. Os dois e eu ficamos perdidos no labirinto da semiótica.
·
A menina
com a tristeza de se buscar alegria.
·
Jesus-junkie com suas penitências, cobrando ser a vitima de letargia.
·
E eu
símbolo narrador de um amor borrado de falsa hipocrisia.
Em resumo em sumo, o
que falta é poesia.
Marcus Vinicius Leite Batista (VINICIUS CHUKRO). Tem 20 anos, e
está testando palavras. É que sou sócio-fundador de uma companhia
recente de teatro chamada Pénupalco e realiza curtas-metragens como ator
e diretor.
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