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Dança do Ventre
Do sol e do mundo nada sei dizer,
que os homens se atormentam é só o que posso ver.
Goethe
(Poeta alemão, 1749 - 1832)
Ah, olha só a vadia! E encolhe, e solta, e mexe, e sacode e rebola. E
eu, a serpente, vou saindo do cesto, maravilhada e à mercê dos seus
encantos. Como o velho leão de circo que faz o seu número para ganhar a
suculenta carne no final.
E o meu número é arrastar-me até este lugar sujo e mal freqüentado, para
deixar-me ser enfeitiçado por ela. Deus sabe como tenho resistido todos
esses anos. Não posso, não devo, dizia eu um homem bem sucedido e chefe
de uma família adorável , enquanto o demônio(um sujeito simpático e de
boa conversa) me fazia deixar o meu confortável escritório e vir até
este lugar sórdido, nesta parte suja e feia da cidade, onde, só ou em
bando, vive-se em apartamentos apertados ou em vagas. Um lugar de gente
ansiosa e disponível, onde o calor humano é mais barato.
Olho em volta e vejo que não sou o único. O que não me serve de consolo,
pois me considero especial, levando em conta de onde venho e que o
grande herói da minha vida foi o xerife Anderson.
Mas deixe-me falar sobre o xerife Anderson. Gosto de chamá-lo assim,
porque sou de uma pequena cidade no interior, onde há fartura e
prosperidade. Onde os homens vestem-se de vaqueiros, desfilam pelas ruas
em carros importados, possuem enormes fazendas e promovem rodeios.
O delegado, ou xerife Anderson, era o segundo homem mais poderoso da
cidade. Acima dele, estava o Reverendo Gomes. E abaixo dos dois, o
prefeito. E não podia ser diferente, em uma cidade onde não há carnaval,
onde se reza antes das refeições, onde pesadas maldições e comentários
terríveis caem sobre os que desprezam a missa aos domingos e onde a
igreja fica no meio da praça principal, no meio da cidade, no centro de
tudo e tudo gira em torno dela. Nas noites de lua cheia, no verão,
quando o vento oeste vem trazer o ar quente e seco do cerrado, as moças
correm para os seus quartos, molham suas coxas com água fria e imploram
ao senhor para que não as deixe cair em tentação. Enquanto os rapazes
bolem em seus sexos, pedindo ao pai para livrá-los de todo o mal.
Namorava-se, casava-se, procriava-se. Como deve ser a vida. Não havia
lugar para desvios.
A vida deve ser uma estrada reta em direção ao Senhor.
Era o que ouvíamos o Reverendo Gomes dizer em suas missas.
E nas tardes solitárias, diante da TV ou nas longas caminhadas pelos
campos, eu costumava pensar na tal estrada. E sentia medo. Estaria eu no
rumo certo? O que eu deveria fazer caso quisesse conhecer outros
caminhos? Então, em uma das aulas de catecismo, o Reverendo me respondeu
com o seu sorriso frio:
"Não pode haver outro caminho, meu filho. Lembre-se disto!"
Eu não gostava do Reverendo Gomes. Na verdade, o temia. Usava um enorme
crucifixo pontiagudo, pendurado em seu pescoço, e seus olhos pareciam
ler pensamentos. Às vezes, tinha a impressão de que ele podia estar em
todos os lugares ao mesmo tempo. Como um deus. Sempre me lembrava dele
em noites de tempestade.
E lá está ela no palco. Se contorce, faz gestos com as mãos, balança a
saia colorida e remexe, e ginga, e encolhe, e solta. Vagabunda! Usando o
ventre sagrado para ganhar a vida. No ambiente enfumaçado e escuro a
minha volta, outros idiotas se deixam envolver pelo seu feitiço. Como
eu, devem ter suas famílias e voltarão para casa embriagados, exaustos e
sem dinheiro.
Tomo um gole do whisky barato e fecho os olhos.
Ah, que delícia! Tenho agora sete anos e estou debaixo dos cobertores. É
noite de tempestade e minha mãe me conforta: Não tenha medo, filhinho.
Deus está um pouco zangado com alguém. Mas não há nada a temer. E eu que
havia roubado frutas na casa do vizinho, dito palavrões no jogo de bola
e brigado com algum amiguinho no colégio, só tinha o Reverendo Gomes na
mente. Era ele que estava zangado e sua ira haveria de cair sobre mim.
Agora estou saindo da escola e encontro o xerife Anderson. E ele me dá
uma carona em sua rádio-patrulha. Todos os garotos sonhavam em andar
ali, ao lado daquele homem que era a imagem da força e da coragem, que
carregava uma arma na cintura e protegia nossa comunidade dos maus
elementos, daqueles que haviam saído da estrada.
Mas ele só convidava a mim.
Uma tarde, eu desfilava, orgulhoso, com ele pela cidade, quando percebi
que não estávamos indo para a minha casa, conforme o combinado.
"Quer dar uma volta?", ele perguntou sorrindo.
Estava quase na hora do almoço, mas como dizer não ao xerife Anderson?
Apenas balancei a cabeça, obediente.
"Vamos lá em casa.", ele disse com a voz suave e baixa. Como um rapaz
sussurrando no ouvido da sua garota, dentro do carro, num lugar escuro e
deserto. "Hoje vou descarregar a minha arma e deixarei você segurá-la."
A casa do xerife Anderson ficava no lado bonito da cidade, perto do rio.
Era grande(dois andares, uma piscina no jardim), alegre e barulhenta.
Por isso, estranhei ao encontrá-la vazia naquela tarde.
"Os meninos estão viajando com Nora", ele falou, subindo a escada de
madeira que levava aos quartos.
Nora era a esposa do xerife. Uma mulher delicada e quieta. Até quando
sorria era triste.
"Venha", disse ele.
Algo me dizia para não subir. Havia um sorriso estranho em seu rosto.
Subia, sem pressa, tirando o seu cinturão. O ranger da madeira me
assustava.
"Não tenha medo", convidou-me.
Medo? Por que haveria de ter medo do xerife Anderson? Meu herói. O mais
forte e corajoso. Nem quando o vi fechar a porta do quarto e tirar a sua
camisa, senti qualquer tipo de medo. Chegou a estender a arma para mim,
mas quando fui pegá-la, voltou atrás e falou:
"Só deixarei você segurá-la, se prometer que não contará a ninguém sobre
o que está acontecendo aqui."
Eu balancei a cabeça, obediente. Faria tudo o que quisesse. Nos meus
sete anos de idade, ele era o meu xerife Anderson. O mais forte e
corajoso. Mesmo quando fechou as cortinas e me olhou com aquele sorriso
mau, ainda o admirava.
"Não tenha medo.", falou, de novo, como o rapaz para a sua garota dentro
do carro. "Seja bonzinho e serei bom pra você também."
Achei estranhas as suas palavras. Ainda, ao vê-lo aproximar-se com
aquele sorriso ruim, seria capaz de fazer qualquer coisa para ele.
Não me lembro quando isso aconteceu. Acho que foi um pouco antes dos
assassinatos começarem. O xerife Anderson era o melhor amigo do meu pai
e participamos da fase mais difícil da sua vida.
O primeiro crime aconteceu no dia em que fiz oito anos. Os policiais
vieram chamá-lo às pressas, no meio da festa.
Haviam matado um jogador.
Era também o único negro da cidade. Chamava-se Wellington, cinqüenta e
poucos anos. O nome era de branco, mas tinha o destino da sua raça.
Pobre e sem oportunidades. Há quase um ano havia chegado. Sem mulher,
sem família, sem história. Era o cozinheiro do restaurante, na praça
principal, e morava numa casa pequena, nas bordas da cidade. Um homem
pacato e simpático Tinha sonhos e trabalhava cantando.
Uma noite, comentou no trabalho que havia ganho um bom dinheiro na mesa
de carteado, num salão de jogos, em um município próximo. Entre nós, não
se apostava nunca e o fato correu de boca em boca.
O Reverendo Gomes fez um longo sermão na missa, no domingo seguinte. O
jogo é um vício e escraviza o homem, disse aos berros. Tinha um olhar
terrível e senti medo. Ele chegou a nos lembrar as palavras escritas em
letras douradas, numa placa, na entrada da nossa cidade:
O TRABALHO LIBERTA.
Senti pena do Wellington. Ele havia saído da estrada. Procurei por ele
na missa, mas não o encontrei. O negro não ia às missas. E não ouviu o
sermão. Talvez o Deus dos negros fosse diferente, eu pensava. Talvez não
fosse um Deus tão bom. Não o salvou da sua morte horrível: dias após a
missa e do discurso do Reverendo Gomes, foi encontrado com a garganta
cortada e jogado à beira da rodovia.
A cidade logo o esqueceu. Mas algumas noites mais tarde, mataram um
alcoólatra.
O velho Josias. Um pobre diabo, ex-palhaço de circo. Vivia de esmolas e
de pequenos serviços. Um sujeito inofensivo. Ainda me lembro de vê-lo
caído na praça, quase todas as manhãs, quando eu ia para a escola. As
pessoas olhavam para ele com desprezo. Eu o olhava com curiosidade. Um
dia, o encontrei, não caído, mas gritando coisas confusas. Parecia estar
alegre. Minha mãe segurou o meu braço e disse: "não olhe para este pobre
homem, ele saiu da estrada. Você já se esqueceu do sermão do reverendo?"
Não compreendi o que havia de errado com o Josias. Ele parecia estar
feliz.
Os crimes abalaram o sossego da cidade. E nosso tormento estava longe de
terminar.
Na semana seguinte, mataram um viciado em drogas.
Foi o André, o encrenqueiro, filho de um fazendeiro da região. Como
outros rapazes ricos e infelizes, era conhecido pelas brigas e as
arruaças que aprontava. Muitos o odiavam, mas o suportavam, assim como
são suportados a maioria dos arruaceiros ricos e poderosos. Alguns o
viam até como o possível culpado pelos crimes. Por isso, fiquei surpreso
ao ouvir minha mãe dizer que deveríamos ter pena da sua alma, pois ele
havia saído da estrada. Foi neste dia, então, que compreendi que deveria
haver alguma coisa que nos afastava do caminho que nos leva ao senhor. E
deveria ser algo muito forte, a ponto de alguém se arriscar a receber a
ira dos céus e do Reverendo Gomes.
Em meio a tudo isso, a polícia não encontrava nenhuma pista para
desvendar os assassinatos e eu sofria ao ver o padecimento do xerife
Anderson. Uma noite, ele apareceu em nossa casa. Fazia o calor seco de
março e fomos conversar no varandão. Ele tinha um ar cansado, havia
olheiras sob seus olhos, e parecia mais magro. Minha mãe lhe serviu um
copo de suco e ele me colocou em seu colo. Então, quase chorando, nos
confidenciou a sua intenção de deixar o cargo, devido ao desgaste
causado pelos crimes. Falou das dificuldades. Da falta de pessoal, de
recursos. E ao ver aquele homem ali, diante de mim, tão frágil, senti
algo parecido com dor e decepção. Recusei-me a acreditar tratar-se do
meu herói. O meu xerife Anderson.
A conversa foi interrompida por um telefonema inesperado.
Haviam matado um homossexual.
O Ezequiel, um rapaz solitário que trabalhava no único salão de
cabeleireiro da cidade. Havia sido visto usando roupas de mulher em um
baile, na capital. Virou motivo de piadas na região. Ria-se quando
passava. Evitava-se falar com ele e seu comportamento era vez ou outra
comentado nos sermões. Na véspera da noite em que foi encontrado
estrangulado e com a cabeça enfiada no vaso sanitário do casebre onde
morava, ainda cheguei a vê-lo chorando, ao ser humilhado por alguns
rapazes, na praça. Não sei como suportava. Não entendia por que não
voltava para estrada e acabava com todo aquele sofrimento.
Mas os crimes não pararam por aí.
No dia seguinte, mataram uma prostituta.
Em nossa cidade não havia mulheres deste tipo. A Marlene era vista
apenas como uma mãe-solteira que, para sobreviver, trabalhava como
garçonete em um bar de estrada. Mas descobriu-se que ela também dançava
numa boate ordinária em uma cidade próxima. Lá, nas horas vagas, se
vendia para homens. Seu filho era meu colega na escola. Ainda me lembro
da sua solidão no recreio e da bronca que recebi por tê-lo incluído na
lista de convidados do meu aniversário. Nunca entendi bem por quê. Será
que ele também havia saído da estrada?
Mas o pior estava apenas começando.
Duas noites depois de Marlene ser encontrada morta, o xerife foi jantar
conosco. Eu gostava de recebê-lo. E permiti que assássemos um dos meus
coelhos para servirmos na ceia. Mas ele chegou nervoso e quase não tocou
na comida. A sua tristeza me fazia sofrer e, após a refeição, fui caçar
vaga-lumes por entre a plantação. Não suportava vê-lo assim.
A noite era de estrelas e uma lua cheia iluminava os campos.
Também iluminou os rostos do Reverendo Gomes e do prefeito, quando
chegaram. E vi algo terrível neles. Entraram em minha casa e, logo
depois, voltaram a sair, com o xerife. Escondi-me por entre as folhagens
e ouvi tudo:
"Não adianta, Anderson, já sabemos de tudo.", o primeiro a falar foi o
Reverendo.
A palidez no rosto do meu herói era realçada pela luz da lua.
"Como?", perguntou.
"Não importa.", disse o prefeito, "Já sabíamos dos seus crimes desde o
início."
"Eu tentei me controlar, mas não consegui, não consegui.", Anderson, num
fiapo de voz.
"Nunca o impedimos porque todas as vítimas eram pessoas das quais
gostaríamos mesmo de nos livrar.", revelou o prefeito.
Então é isso? Meu herói havia livrado a cidade de todos os que haviam
saído da estrada? O que mais eles queriam?
Anderson parecia ter envelhecido uns dez anos.
"Depois, descobrimos sobre você e a Marlene.", disse o pastor, "Santo
Deus, você é casado!"
"Mas...foi apenas uma aventura..."
"É o fim, xerife. Está tudo acabado", sentenciou o prefeito.
"Não pode haver outro caminho, você se esqueceu? Um homem casado não
pode ter olhos para outra mulher.", completou o Reverendo.
Anderson parecia sem forças.
"Vocês devem me perdoar...."
"Venha. Vamos dar uma volta", disse o prefeito tomando-lhe o braço.
Enquanto eles partiam, corri para casa e, aos gritos, contei aos meus
pais o que havia visto. Sentia que algo terrível iria acontecer.
Precisava salvar o meu herói.
Não consegui dormir. Ardi em agonia durante toda a noite.
Na manhã seguinte, a notícia: haviam matado um adúltero. O xerife
Anderson.
Fora encontrado, em um matagal, com um tiro na cabeça e com os olhos
arrancados.
Um clima pesado encobriu a cidade. Havia tristeza e medo nas ruas.
Não me lembro de ter chorado tanto em minha vida.
Após o enterro, o Reverendo foi até a nossa casa e procurou o meu pai.
Caía a primeira chuva de outono e enfrentei o lamaçal para segui-los,
secretamente, até o celeiro, onde eles tiveram uma conversa terrível.
"Então foi mesmo ele?", perguntou meu pai, abatido.
O pastor, que eu havia visto fazendo um discurso emocionado ao pé da
sepultura e consolando a viúva e seus filhos com palavras de carinho,
agora respondia com seu sorriso gelado:
"Sim, foi ele. Matou Marlene porque descobriu que ela continuava a sair
com outros homens. Anderson estava apaixonado e lhe dava dinheiro para
que ela não se prostituísse. Mas você sabe como são as mulheres deste
tipo. E nós o matamos por ter sujado o nome da sua família com uma vadia
repulsiva."
"E quanto aos outros? Por que ele matou todos?"
O Reverendo Gomes falou como se estivesse fazendo o seu sermão:
"Um homem que toma a estrada errada, muitas vezes se sente tão mal, por
ser obrigado a se igualar aos outros perdidos, que ao invés de mudar o
seu caminho, prefere livrar-se deles. É mais fácil."
"E como vocês descobriram sobre ele e Marlene?".
Gomes sorriu um sorriso cínico, para responder:
"Você já se esqueceu de que é para mim que as pessoas se abrem no
confessionário?"
"Meu Deus, Anderson era meu amigo!", meu pai levou as mãos ao rosto, num
desalento total, "E os seus olhos arrancados! Como vocês puderam fazer
isto? Que horror!"
As mãos do pastor, seguravam o enorme crucifixo pontiagudo, em seu
peito. Ainda estava manchado de sangue e senti um arrepio.
"Um homem casado não poderia ter olhos para outra mulher.", disse.
Então, Gomes pousou suas mãos no ombro do meu pai e a sua voz gelou o
ar:
"Esqueça, filho. Você será o nosso segundo homem forte, a partir de
agora, entende? A vida é assim. Tem que ser assim. Não há outro
caminho."
E mexe, remexe, rebola, sacode, ginga, encolhe e solta. A saia colorida
é a asa de morcego ou o olho de sapo que completa o seu feitiço de
bruxa. Ao ver aquela vagabunda sobre o palco, compreendo bem a força
terrível que pode fazer um homem abandonar a estrada. Mas não podia ter
acontecido com ele. O xerife Anderson, meu herói. O mais forte e
corajoso. Aquele por quem fiz e faria tudo o que quisesse. E que foi
destruído por uma ordinária como esta que dança a minha frente agora.
O show termina e a vejo aproximar-se da minha mesa. Deve ter recebido o
recado do garçom. Senta-se sorrindo, profissionalmente. Se fosse eu o
Corcunda de Notre Dame, ela ainda apostaria nesta sedução barata.
Deus é testemunha do quanto me esforcei para não ceder como o pobre
Anderson. Ah, todos esses anos, tive que lutar contra um inimigo
monstruoso dentro de mim, para não vir a lugares como este. Sabe lá o
que se passa em minha mente e me faz desejar rastejar atrás de mulheres
imorais. Me agradaria ser humilhado e humilhá-las; ser maltratado e
maltratá-las. E na intimidade, sempre desejei sofrer e fazê-las sofrer
dores terríveis. Tão terríveis, que seriam marcadas a ferro em nossas
mentes para jamais esquecermos de tal horror. Como o fim de um sonho, a
desilusão, a perda da inocência.
Mas não deixarei que a sua magia surta efeito.
Penso em lhe oferecer uma bebida, mas ela mesma chama o garçom. Precisa
aumentar o faturamento da casa, se quiser continuar a dançar aqui. Exibo
um sorriso falso, enquanto o garçom nos serve. Depois, brindamos.
JULIO CESAR GONÇALVES CORRÊA nasceu na cidade do Rio de Janeiro,
em 1959. Em 1990, fez oficina com a escritora Sonia Coutinho. Em 1992,
participou de uma antologia de novos escritores chamada Trajetórias, com
um conto intitulado Meu Bar. Em 1998, foi contemplado com uma bolsa da
Biblioteca Nacional para terminar o romance policial A Arte de Odiar.
Também tem um livro de contos intitulado Crimes e Perversões.
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